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O Google está passando pela maior transformação de sua história. Se antes a busca era uma lista de links para o usuário escolher, agora ela é uma resposta inteligente.

Essa mudança, impulsionada pelo que o mercado chama de “Modo IA” (tecnicamente conhecido como AI Overviews ou SGE), é um divisor de águas, especialmente para quem depende do fluxo O2O (Online-to-Offline), como o varejo.

Para essas empresas, o jogo de transformar o clique em uma visita à loja acabou de ficar mais rápido e impiedoso. A Gofind entende este novo cenário: a nova busca com IA exige que sua marca seja encontrada, citada e validada no exato momento da decisão.

Imagine que o buscador ganhou um cérebro. Utilizando modelos avançados como o Gemini, o Google agora não apenas indexa páginas, ele “lê”, entende e resume o conteúdo.

Em vez de jogar o usuário em diversos sites, a IA entrega:

  • Resumos Contextuais: A resposta pronta no topo da página.
  • Comparativos e Insights: Análises de prós e contras de produtos.
  • Intenção Real: Ele entende se você quer saber sobre um tênis ou comprar um tênis agora.

Esqueça a velha tática de encher o texto de palavras-chave. A IA do Google busca contexto e dados. Para o varejo físico, o impacto é brutal:

  1. Fim da Navegação: O consumidor decide a compra ali mesmo, na página de resultados (Zero-Click Search).
  2. Recomendação Hiper-Local: A IA prioriza quem responde à pergunta: “Onde tem isso perto de mim agora?”.

O Perigo: Se sua marca não fornecer dados estruturados de estoque e localização, a IA simplesmente indicará o concorrente que fornece. Ela não vai “adivinhar” que sua loja tem o produto.

Durante muitos anos, o SEO foi a principal estratégia para fazer uma loja aparecer no Google. Estar bem posicionado nos resultados de busca significava mais visitas, mais pessoas na loja e mais vendas.

Mas o comportamento do consumidor mudou e o Google também.
Com a chegada das inteligências artificiais, como o Google AI Overviews e Gemini, não basta mais aparecer nos resultados: agora é preciso ser a resposta.

É aqui que entra um novo conceito: GEO (Generative Engine Optimization).

SEO (Search Engine Optimization) é o conjunto de práticas que ajudam sua loja a ser encontrada quando alguém faz uma busca no Google.

No varejo, isso sempre esteve muito ligado a três frentes principais:

Quando um cliente procura por termos como “mercado perto de mim” ou “loja de bebidas aberta agora”, o Google prioriza negócios próximos, com informações atualizadas.

Ter um Perfil da Empresa no Google (Google Business Profile) bem preenchido: com endereço, horário, fotos, avaliações e produtos, sempre foi decisivo para atrair clientes para a loja física.

Outro ponto essencial é garantir que seus produtos estejam bem descritos, com nomes claros, imagens e informações corretas.
Isso ajuda sua loja a aparecer quando o consumidor já está pronto para comprar.

Conteúdos simples, que tiram dúvidas comuns do consumidor, também sempre ajudaram no varejo.
Perguntas como “qual cerveja combina com churrasco?” ou “qual a diferença entre lata e long neck?” aproximam a marca do cliente antes da decisão final.

Até pouco tempo atrás, o Google mostrava uma lista de links e o consumidor escolhia onde clicar.
Agora, cada vez mais, a inteligência artificial responde direto à pergunta.

Por exemplo: “Onde comprar cerveja gelada perto de mim?”

Em vez de mostrar várias opções, a IA pode responder algo como: “Você pode encontrar cerveja gelada em mercados e lojas de bebidas próximas da sua região.”

Ou seja: ela seleciona poucas fontes confiáveis para montar a resposta. Se a sua loja não estiver bem estruturada digitalmente, ela simplesmente não entra nessa escolha.

O GEO (Generative Engine Optimization) é a evolução do SEO.
Enquanto o SEO tradicional trabalha para posicionar sua loja nos resultados de busca, o GEO trabalha para fazer sua marca ser citada e recomendada pelas IAs.

A principal diferença é que: antes o consumidor comparava vários links, agora ele confia na resposta pronta da IA.

Para o varejo, o GEO não é algo complexo ou distante. Ele está muito ligado ao básico bem-feito.

1. O Perfil do Google virou um ativo estratégico

As IAs usam fortemente as informações do Google Business Profile.
Isso significa que sua loja precisa ter:

  • produtos cadastrados,
  • categorias corretas,
  • descrições claras,
  • fotos reais e atualizadas,
  • avaliações frequentes (e respondidas).

Uma loja sem essas informações se torna praticamente invisível para as IAs.

2. Conteúdo simples, direto e local

As inteligências artificiais valorizam respostas claras e objetivas. Exemplos como: “Vendemos cerveja Heineken long neck gelada, com retirada imediata, no bairro X.”

Esse tipo de informação ajuda a IA a entender quem você é, o que você vende e onde você está.

3. Informações consistentes em todos os canais

Nome da loja, endereço, horário e produtos precisam ser os mesmos:

  • no site,
  • no Google,
  • nos mapas,
  • em marketplaces e redes sociais.

Quanto mais consistente, maior a confiança da IA na sua marca.

Hoje, o varejo precisa pensar em duas frentes ao mesmo tempo:
SEO para ser encontrado nos mapas, buscas e páginas de produto.
GEO para ser escolhido pelas IAs como a melhor resposta para o consumidor.

No fim das contas, o objetivo é o mesmo: levar mais gente até a sua loja.

O impacto das mudanças no SEO e da chegada das inteligências artificiais ao Google é direto no faturamento do varejo. Não se trata apenas de tecnologia, mas de como o consumidor encontra ou deixa de encontrar a sua loja.

Antes, o cliente pesquisava, comparava vários resultados e escolhia onde comprar.
Agora, cada vez mais, o consumidor quer rapidez. Ele faz uma pergunta e espera uma resposta imediata.

Se a IA indica sua loja, a decisão acontece mais rápido. Se sua loja não aparece, a venda vai para o concorrente.

Isso muda completamente o jogo.


Não é sobre ser visto, é sobre ser a solução

A era de só ranquear palavras-chave na primeira página acabou. Começa agora a era do conteúdo inteligente.O Modo IA é a prova final: online e offline são um só. O novo sucesso está em completar o marketing, garantindo que cada investimento digital se converta em sellout e mais fluxo de pessoas nas lojas físicas.

Empresas, marcas e profissionais que entenderem essa nova dinâmica vão se posicionar à frente, ganhar mais relevância e disputar menos pelo mesmo espaço.

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